terça-feira, 13 de agosto de 2013

"Arroz de Braga" - "Siri-Xereta--Retreta" - "Aniversário do Zé Ramos" (Frango com Quiabo).

Associação Desportiva Vila das Palmeiras
1964-2013
Coluna dos Velhinhos – Edital ADVP-009/2013

Arroz de Braga

24/07/2013

                                           Há um provérbio que diz assim; “Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe”. Isso é para traduzir a quarta-feira dia 24 de julho de 2013, quando a temperatura mínima prevista seria de 4º. Mas isso não atemoriza os nossos pançudos velhinhos da Associação Desportiva Vila das Palmeiras, que batendo o queixo e estalando as juntas, se encontraram novamente lá no “Alçapão do Curão”. Cabe aqui uma explicação o porquê do provérbio acima. É que o consumo de cerveja foi muito aquém das expectativas nessa noite. Os fermentados de uva e os destilados da cana de açúcar foram os mais degustados. Então se animem! Lembrem-se do provérbio acima. Também para o bem estar e aquecimento dos velhinhos, o Curão instalou um aquecedor a gás. Ou seria um tostador? Bem, não importa, o fato é que as juntas dos velhinhos pararam de trepidar.
           A torneirinha da pipa, onde tem água que passarinho não bebe quase que avermelhou. Pudera tanto abre e fecha. Que o diga o Curão. Quem andou triste, foram aqueles dois pinguins que ficam no rótulo da cerveja Antárctica. O frio estava tanto que um deles estava usando até um cachecol e o outro ficou em frente ao novo aquecedor do “Alçapão”. Putz! Fala sério!
           Imaginem vocês que os nossos vorazes degustadores de cerveja deram uma trégua nesse liquido precioso. Alguns optaram por caipirinha, outros pela branquinha ou amarguinha e alguns degustaram o vinho da uva da vinha. Ufa! Tudo isso para dizer que nesse dia foi comemorado o aniversário do nosso amigo Dr. Alexandre. Que também é vereador da nossa cidade. O Zé Ramos e o seu sequaz Edu, compuseram a dobradinha que preparou o “Arroz de Braga” para os presentes. Quem não esteve, pode degustar na foto ou em outro evento. Parabéns ao Dr. Alexandre e obrigado pelo convívio junto a nós.
           Na parte musical esteve o Damásio e seu violão. O pessoal da banda teve folga. A segurança ficou sob a responsabilidade do Guarda Belo (Mesquita). O nosso inspetor de quarteirão.
Apesar da idade avançada do pessoal da “Arca de Noé”, ninguém utilizou a fila preferencial para idoso, na hora de encher o prato. Todos se comportaram como sempre se comportam.

“Como é bom ser bem acolhido com amor, generosidade e alegria.”
                                                                                           (Papa Francisco)

“Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica.”
                                                                                           (Papa Francisco)


Siri-Xereta-Retreta

26/07/2013

           Sexta-feira, dia 26 de julho, a “Arena do Alçapão” recebeu seus velhinhos para saborear uma “Panelada de Quebrada de Siri”. Caramba! Isso é chique! Gerson, Tio Moacir e Zé Ramos estivam nos bastidores da cozinha preparando essa iguaria para os nossos idosos e dolorosos participantes. Dentre os concorrentes ao troféu Garfo de Ouro, cada vez mais somos surpreendidos pelos famintos e calorosos idosos. Tem gente que chega a ir duas vezes e meia ao tacho. Eu acho! Mas siri não engorda! Quem nessa noite se apresentou tirando fotos e disparando flashes para todos os lados, foi o nosso amigo Maidana. O cara apareceu com uma máquina fotográfica e, era só clique daqui e dali. Será que ele vai parar com o futebol? Quem deve andar desconfiado é o nosso fotógrafo de plantão. Será mais um candidato ao clube da fotografia? Sei não! Aliás, seria um prazer, não como concorrente e sim como um participante. Mas é melhor fazer doação das luvas, pois não dá para clicar o botão da “Xereta” com as mesmas. Quem está com o fogão no chão e a máquina fotográfica na mão, é o nosso amigo Zé Ramos. O velhinho gosta, posta e aposta os seus cliques e flashes fotográficos. E ele conhece!          
           A noite de quarta-feira, dia 31 de julho, lá no “Alçapão do Curão”, estava tranquila  Não tinha nada agendado e prometia ser uma noite normal. E foi. Quem nos deu o prazer da suas presenças foram Paulo Vieira e o Sr. Nunes. O Paulo veio para o aniversário do José Ramos, mas, como a comemoração aconteceu na quinta-feira, e ele não podia permanecer, acabou curtindo os amigos tomando cerveja e petiscando tulipa de frango e linguiça (com trema). O Sr. Nunes faz aniversário no dia primeiro de agosto. Como não poderia vir na quinta-feira, resolveu abrilhantar o Alçapão e dividir a conversa com os demais. Um fato curioso chamou a atenção dos que lá estavam. Dois de nossos amigos começaram a cantarolar umas músicas antigas. Estavam tão sintonizados que pareciam estar treinando para o programa de calouros do Ary Barroso. Para não perder o costume e por puro prazer, nossos amigos; Mangote, João Miguel, Osiel, Jorginho, Vanderlei, Wilson, Sidão e Boca fizeram a parte musical. No comando da churrasqueira estava o Sidão, como sempre. Brindamos ao Sr. Nunes pela passagem dos seus 84 anos de vida desejando muita saúde, paz interior e felicidades.



“A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz.”
                                                                                  (George Eliot)

“Quando estamos com um amigo, nem estamos sós nem somos dois.”
                                                                                  (Barthélémy)

“Grande parte da vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas     diferenças, e não apenas em desfrutar das semelhanças.”
                                                                                  (James Fredericks)


  
Aniversário - Frango com Quiabo 

01/08/2013

           Trinta e um de julho de 2013, é o 212º dia do ano no calendário gregoriano (213º em anos bissextos). Faltam 153 dias para acabar o ano. Também é a data em que o nosso amigo Zé Ramos completou mais um ano de vida no Planeta Terra. Só que o nosso amigo comemorou junto aos seus amigos lá da Arca de Noé, na quinta-feira dia primeiro de agosto.  E para não deixar passar em branco, o aniversariante nos presenteou com “Frango com Quiabo”. E a convite do Zé Ramos, ele chamou o nosso amigo Pedro para preparar esse prato. O Pedro que é genro do nosso amigo Juraci, mais conhecido por mineiro. Claro que tivemos o pessoal da área musical. Estiveram presentes o João Miguel, Mangote, Feijão, Osiel, Jorginho, Boca e Damásio.
           Em certo dia, foi exibida na televisão uma matéria sobre um grupo de sete amigos lá do Rio de Janeiro, que se conhecem e se encontram há cinqüenta anos, uma vez por mês. Parabéns aos velhinhos do G7. No quesito tempo perdemos por pouco, mas no quesito encontrar-se, superamos com larga vantagem. O pessoal do GG30 da Associação Desportiva Vila das Palmeiras se encontra seis vezes por semana. No domingo os velhinhos dão uma folga ao Curão e para que ele possa ir pescar. Que fôlego tem esses velhinhos!




“Pensando bem não somos tão velhos, o que acontece é temos muitas juventudes acumuladas.”
                                                                                  (Francisco Arámburo)


“Nos olhos dos jovens vemos chamas, mas é nos olhos dos mais velhos onde vemos luz.”
                                                                                  (Victor Hugo)



         O Universo não cobra nada de nós... Tudo que ele espera é que saibamos viver como irmãos, visto que somos filhos do mesmo PAI... As crianças entendem tão bem esse querer divino... Qual é a nossa dificuldade?

                                                        

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Feijoada, Macarrão, Celular e Aniversário. (Junho/Julho de 2013)

          Associação Desportiva Vila das Palmeiras

                                                                         1964-2013
Coluna dos Velhinhos – Edital ADVP-008/2013

Feijocadobira

                               
            Em certo sábado do mês de junho de 2013, o “Alçapão do Curão”, foi o palco de mais um encontro gastronômico. Outro! O pessoal da “Arca de Noé” da Associação Desportiva Vila das Palmeiras se reuniu para degustar a “Feijocadobira”.  Na regência do fogão, estava Zé Ramos, nosso cozinheiro, que como sempre capricha no tempero e prepara com esmero o cardápio com tudo que tem direito o cliente. E para acalmar o pessoal, até a confecção do prato, os nossos amigos músicos acrescentaram uma pitada de alegria aos bons velhinhos nesse nosso encontro. A nossa turma do “Gole Gole” fez mais bonito que a turma do “Tic-Tac” que perdeu no domingo para o Brasil na Copa das Confederações.

Macarrão


            Já na terça-feira, parecia que ficaríamos somente no amendoim, mas eis que apareceram três latas de sardinha, uma de atum e; “chibum”, alguém teve a ideia de um prato. Surgiu então um “Talharim a Sartum” ao alho e óleo mais alcaparra. Rapidamente foi acionado nosso “motomanexpress” e lá se foi Perninha buscar os ingredientes necessários para executar o referido prato. O Edu, que é formado nas divisões de base da área de gastronomia da “Arca de Noé”, preparou a paejeira sobre o fogareiro a gás e lá fomos nós para mais uma degustação. Tudo isso sob a batuta do Zé Ramos. Não sobrou massa sobre massa. Nem esse tal padrão “FIFA” é melhor que isso. Até a “Palmirinha” deu palpite no referido talharim. Será verdade?

Celular


            Sexta-feira prometia ser um dia normal, tranqüilo, sem manchetes e tudo mais. Prometia. E assim foi até que certo aparelho celular resolveu aprontar lá no “Alçapão do Curão”. Segundo nossos repórteres, a coisa foi bem engraçada.
            Estavam em torno da mesa, alguns de nossos personagens. Sobre essa mesa estava certo celular de certo artista. De repente, não mais que de repente o celular sumiu. Como sumiu? Não tem perna, nem asa! Vai daqui, vai dali e o celular não dá o ar da graça. Será trapaça? Nesse meio de tempo, houve-se a música  “Brasileirinho” em algum aparelho celular. Seria do referido sumido? Não duvido! Expectativa na platéia! Raios, trovões e temporais! O reclamante se transforma.  Começa a cuspir fogo! Sai do piso que tá liso, corra se for preciso e se esconda quem tiver juízo. O ambiente está tenso e quente. Fim do primeiro ato. Isso está cheirando uma peça de teatro. De quantos atos?
            É acionada a equipe de resgate para encontrar o tal aparelho telefônico. Nesse meio de tempo, novamente houve-se a música “Brasileirinho”. Um dos componentes do resgate percebe o chamado no bolso da pessoa que estava à mesa, e essa pessoa ao enfiar a mão na boca de pano de sua calça, encontra um celular, que coincidentemente é igual ao seu. Desculpas a parte, caso encerrado e final da comédia. Até que enfim! Foi hilário.
            Faz lembrar a música “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba gravado da história. Autoria de “Donga”, (Ernesto Joaquim Maria dos Santos-Rio de Janeiro-1890/1974) composta em 1917, cuja primeira parte da letra segue-se abaixo;
           O chefe da folia
           Pelo telefone
           Manda-me avisar
           Que com alegria
           Não se questione
           Para se brincar

Aniversário – Gerson e João Fernando

           
            Sem deixar passar em branco a data de seus aniversários, os nossos amigos Gerson e João (da rolha), reuniram os velhinhos do alçapão na última quarta-feira lá no reduto da Associação Desportiva Vila das Palmeiras, para um jantar. No cardápio, “Arroz com Suã”. De novo sob a regência do simpático e dedicado amigo Zé Ramos auxiliado como sempre pelo nosso amigo Edu. Claro o que o pessoal da música lá esteve e fez vibrar as caixas de som do salão de festas. Que chique! As caixas ou o salão? Estiveram o João Miguel, Luis, Feijão, Mangote, Watson, Flávio, Jorge e coral. Aos aniversariantes os parabéns da velharada e obrigado pela passagem do aniversário junto a nós.    
            Caramba! Não há limite de tempo para um devido descanso. A turma da arca fica num frenesi estomacal de causar espanto.

Arena


            Depois de muito talco, cálculo e recálculo, finalmente instalaram a modesta estrutura para suportar a lona que cobrirá o palco da nova “Arena do Curão”. Está na moda! Bem mais modesta e simples. E com recursos próprios (material e mão de obra). Que o diga o Rubão. O velhinho está todo radiante e realizado. Parabéns a ele. Os dirigentes estão eufóricos em construir essas tais arenas, para atender aos padrões e aos interesses que não da nossa sociedade, e que em algumas cidades se transformarão em um grande “Elefante Branco”. Isso é lamentável. Nós fizemos a nossa modesta e pequena “arena”.

Acorda


            Por R$0,20 centavos e mais o tal padrão FIFA, o BRASIL levantou-se do berço esplendido  removendo a mascara do amigo do Zorro de sua face e soltando o freio da acomodação, para que o gigante adormecido comece a retirar os frutos podres que estão nesse balaio de gato da nossa política.

Futebol, Arroz de Braga e Aniversário do Demóstenes. (Junho de 2013)

     Associação Desportiva Vila das Palmeiras
                                                                          1964-2013
Coluna dos Velhinhos – Edital ADVP-007/2013

Arujá – SP (16/06/2013)

                               
            O equinócio de março estava terminando. O solstício de junho iria iniciar no dia vinte e um. A lua era crescente e a temperatura não iria passar dos 25º. Isso tudo está acontecendo no hemisfério sul do planeta Terra. Por conta disso, a turma da “Arca de Noé” da Associação Desportiva Vila das Palmeiras ficou muito preocupada. Ah! Nem fale! Até parece conversa de fim do mundo. O alvoroço foi tanto que os nossos velhinhos, por precaução resolveram fazerem suas malas. Nela colocaram; toalha, sabonete, desodorante, pente não precisa, quase todo mundo está sem cabelo. Ah! Íamos esquecendo, a chuteira, vai que esse tal de equinócio quer fazer uma partida de futebol. Só se for depois da festa. Com tudo pronto, só foi pegar a estrada e rumar para a cidade de Arujá, SP.
            Não é que acabou tendo mesmo um futebolzinho! Não diga! E depois foram para a chácara do Careca? É claro que sim. Lógico que tudo já estava acertado, menos o jogo contra esse tal de equinócio. (Astronomicamente falando é o momento em que o Sol no seu movimento anual aparente corta o plano do Equador Celeste, o que neste ano de 2013 aconteceu no dia 29 de março). O Magrão que interinamente ficou no comando técnico da equipe até a zero hora do sábado, passou o bastão para o Mangote. E lá estávamos nós no Estádio Armando Maiolino para o referido jogo. E sem perder tempo o nosso treinador mandou a campo; Willian, Ramiro, Reni, Luisão e Rubinho, Negorosa, Gordinha e Nenê, Quininho, João Parras e Gerson. Depois entraram; Marquinhos, Flávio, Careca, Ronaldo, Toninho, Tilico e Márcio. O resultado da partida foi zero a zero. Depois, com certo sacrifício, a turma da “Arca de Noé” foi para a praça da apoteose lá na chácara do Careca.                                    
            Em quase todo encontro gastronômico do nosso pessoal, quem sempre está no comando da cozinha é o nosso simpático e dedicado amigo Zé Ramos. E ao seu lado lá está seu pupilo Edu. Nossos amigos chegaram cedo para preparar o prato do dia; “Arroz de Braga”. Estava que era um luxo só. Visualmente e apetitosamente. Parabéns à equipe. Sem contar o leitão assado preparado pelo Sr. José. Seguindo na festa lá estavam os nossos amigos instrumentistas, cantores e claro o coral de vozes que sempre acompanha tudo. Quem deu inicio ao som musical foi o Ceará, que teve ao seu lado o percussionista de ganzá, Magrão. Não é que teve um galo circundando o nosso amigo enquanto ele cantava para nós! Diante de tantos galináceos que por lá estavam, esse penoso estava com intenções de empoleirar-se no microfone e cocoricar para o público. Afinal ele é o rei do terreiro. Revezando no palco improvisado, se apresentaram o Damásio, em seguida o João Miguel, Luis, Feijão, Mangote, Tatau, Magrão, Flávio, Careca e coral.
            A noite estava meio acanhada para surgir esperando a despedida do pessoal. Afinal segunda-feira é dia de batente. É gratificante prazeroso e revigorante depois de um final de semana recarregando nossas baterias, para iniciarmos a semana cumprindo nossos deveres e obrigações. É assim que a vida é regida. Nossos agradecimentos aos “patrocinadores”, aos presentes e a família do Careca que sempre nos recebe com carinho, atenção e paciência. Passamos horas alegres, nos fartando de boa comida, boa música e de bons amigos. E que saúde tem essa turma. Que fôlego de gato. O duro é a segunda-feira. Existe uma música cuja letra que cabe aqui citar. O título é DEUS e eu no sertão”, e que diz assim:

         Nunca vi ninguém
              Viver tão feliz
                   Como eu no sertão
                        Perto de uma mata
                             E de um ribeirão
                                  Casa simplesinha
                                       Rede pra dormir
                                            De noite um show no céu
                                                 Deito pra assistir
                                                      Das horas não sei
                                                           Não há solidão
                                                                Tem festa lá na vila
                                                                     E junto ao som da mata
                                                                          Vou eu e meu violão
        

Alçapão


            Chegou até a redação do nosso folhetim, um estampa fotográfica com as imagens de duas pessoas importantes em seus respectivos campos de atuação. O nosso amigo João Miguel e o ex-jogador de futebol Rivaldo. É isso mesmo, quem diria! Será verdade que João Miguel está empresariando futebolistas? Seria uma chama de esperança para os nossos atletas visando o continente europeu? Ou o nosso time de veterano está contratando o Rivaldo ou o João Miguel está tentando convencer os nossos atletas a parar com o futebol. Calma velharada, vamos investigar os relatos e os boatos.
            Um fato curioso despertou a curiosidade do pessoal do Alçapão do Curão. Numa noite dessas da semana passada, quem apareceu sem o seu bigode foi o nosso amigo Rui. Comenta-se à boca pequena que a tinta só deu para o cabelo. Nossa! Que maldade! Como são observadores nossos repórteres.
            Quem comemorou a passagem de seu aniversário lá no alçapão, foi o nosso amigo Demóstenes, que nos ofereceu um “puchero” sob a responsabilidade e preparação do nosso “mestre cuca” Zé Ramos. Que fôlego hein!  Ao Demóstenes, nossos votos de muita saúde e felicidades.

A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.

                                                                                                  (Joseph Addison)       

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Peixe Ensopado - Arroz de Braga - Futebol

Associação Desportiva Vila das Palmeiras


                                                                        1964-2013
Coluna dos Velhinhos – Edital ADVP-006/2013

Peixe Ensopado

20 de abril de 2013

            Essa turma de velhotes da Associação Desportiva Vila das Palmeiras, não mede os esforços quando o assunto é para organizar uma festa. Tudo tem motivo. No sábado dia vinte de abril, saboreamos um peixe ensopado lá no “Alçapão do Curão”. Não poderia ser melhor. Casa lotada com todos os ingressos distribuídos. Só faltou quem não foi. Como sempre, o nosso amigo Zé Ramos assumiu a pilotagem do fogão. Essa peça de ferro de quatro bocas até treme quando o Zé Ramos se aproxima. E não pra menos tem que estar à altura do talento e da dedicação do nosso cozinheiro. Não sobrou pedra sobre pedra, ou melhor, peixe sobre peixe. E cerveja sobrou? Sabe-se lá, com a sede e a fome não se brinca. Bem isso também não tem muita importância, o que realmente importa é que nos divertimos muito, e isso nos propicia recarregar nossas baterias para enfrentar a semana de trabalho.
            O Zé Ramos andou fazendo algumas alterações temporárias na equipe, e escalou para cortar o peixe o nosso amigo Zé Arnô, e ele não desapontou. Recebemos a visita dos nossos amigos de pescaria e parceiros do Jaguar do Pantanal; o Edu e Wagner. Putz! Os caras fazem a lição de casa que nem que nós; e se acostumarem a vir no nosso “Alçapão”, estaremos sempre pronto a bem recebê-los. Quem também compareceu todo cheio prosa, dando entrevista e distribuindo autógrafos e sorrisos, foi o nosso internacional Maurício Venezuela. Nem o Dick Vigarista conseguiu tal proeza. Que o digam os meios de comunicação de Poconé, MT. Fomos embora antes do fim da festa de sábado, afinal no domingo rumaríamos para outro encontro. Que novidade. Não precisa saber nadar é só ter fôlego. E os velhinhos têm. 


 Arroz de Braga

 21 de abril de 2013

            Sob a astuta batuta do nosso truta e cozinheiro Zé Ramos, no último domingo, dia 21 de abril, a turma da “Arca de Noé” voltou a se reunir para mais um almoço. Desta vez o encontro foi em Nazaré Paulista, SP, no bairro do Cuiabá. Ainda sob sua regência, estavam o Edu e o Damásio, bons meninos. E a partir daí deu-se inicio aos preparativos para a elaboração do prato do dia; “Arroz de Braga”. O que o Edu trabalhou, em certos momentos lembrava a última vez que estivemos em Maranduba. O nosso amigo atendia o Zé Ramos na cozinha e o palco dos músicos. Principalmente o tocador de chocalho que não descolou o trazeiro da cadeira. Será que passaram cola na cadeira e o cara sentou sem perceber? Sei não! Teve um filme igual a esse lá em Miguelópolis, SP. Já o Damásio deu uma aula de como se corta palmito. Caramba deve ter feito muita força! Por outro lado o que ele sabe fazer é tocar violão e cantar. E o faz muito bem.
            Até um clone do Steve Wonder andou fazendo mímica no palco. Houve um revezamento no pessoal da banda. O Ceará e o Damásio no violão, o Careca e o Watson timba, o Mangote e o Steve Wonder no tamborim. Mas teve músico que não revezou com ninguém. Será que era o chefe apache “Touro Sentado”?  Ah! Até o nosso mestre cuca entoou uma melodia diante do microfone. Se cuide Jerry Adriani. O Sidney e Luis ensaiaram uma dupla, mas durou só pro ensaio. Quem marcou presença entre nós o nosso amigo Ceará.
            A comissão técnica do time de futebol de máster esteve desconfiada da bajulação do Careca no domingo. O nosso atacante iria atuar contra o time de máster do Vila das Palmeiras. A zaga dos velhinhos anda meio que atiçada e não vai dar mole para o nosso amigo. No fim vira em confraternização, brincadeira e principalmente respeito entre todos, afinal de contas o que é que viemos fazer neste planeta azul cheio de riquezas. Aliás, nós somos partes dessas riquezas. Ou você dúvida?
            Na quarta-feira dia 24 de abril, sem deixar esfriar o entusiasmo, até parece que isso acontece, a turma da “Arca de Noé” se acotovelaram no “Alçapão do Curão” para degustar a segunda a segunda rodada do tão falado pintado do Dick Vigarista e Muttley. E foi em dose dupla; um na brasa e outro ensopado. Desta vez os dois pilotos escalados foram; o Batu que foi para a churrasqueira e o Tio Moacir para o fogão. Espetacular! Que fartura! E completando, o pessoal do som da “Quarta Nobre” cantou e alegrou o “Alçapão do Curão”. E por ai seguiu-se. Será que a Lua conseguiu conferir o último que de lá saiu? Sem contar o dono do Alçapão. Detalhe, segunda-feira dia vinte e dois de abril, dia do descobrimento do Brasil, soube-se que teve outro encontro nutricional no recanto dos velhinhos. Não sabemos de detalhes. Fica aqui o registro para quem gosta de pesquisa.


 Festival Esportivo

01 de maio de 2013

            Após um intervalo dois meses juntando os cacos, trapos e farrapos, os nossos velhinhos sexagenários, mais os quinquagenários e demais convidados, se reuniram na manhã da quarta-feira, dia 1º de maio de 2013, para mais uma peleja futebolística. O palco desta vez foi o campo da A. A. Macedo, que organizou um evento esportivo pelos seus 85 anos de fundação. E como sempre nos convidou para participar das festividades.
            Com a ausência do nosso treinador Mangote, quem assumiu o cargo interinamente foi o Magrão. O nosso amigo pescador e tocador de chocalho na equipe musical lá do “Alçapão” comandou a equipe durante setenta minutos com mais uns dez de acréscimo e saiu-se vitorioso juntamente com a equipe. Vamos explicar sobre esses minutos a mais. Soubemos que os ponteiros do relógio do árbitro se enroscaram e com isso deu-se o problema. Esse cara tem que ser mais moderno e utilizar um relógio ou cronometro digital. O Robertinho como sempre auxiliou seu discípulo. E mandaram a campo os seguintes jogadores; Fernando, Ramiro, Luis, Luisão e Cilinho, Raimundo, Zézinho, Negorosa e Nenê, João Parras e Gerson. Depois entraram Marquinhos, Tica Tilico, Reni, Rui, Edgard e Genildo. Vencemos pelo placar de 1 x 0, com gol do Reni. Depois da polêmica no caso do peixe lá no Pantanal Matogrossense, o novo treinador andou fazendo exigências. Queria um goleiro e aumento de salário pela nova função. A diretoria trouxe um novo goleiro e uma promessa de que ele, o Magrão, fica no cargo até a véspera do próximo jogo. Ih! E agora? Como é que fica? Ou não fica? Assunto para o próximo jogo.
            Quem desapareceu depois do jogo foi o nosso amigo Careca. Disseram que ele estava gravando cenas do seu novo filme; Apertem os Cintos... O Jogador Sumiu”. Nem para entrevista ele ficou. Ele teve motivo para não ficar até a entrevista. O nosso centro avante atua de domingo pela A. A. Macedo e não poderia ficar de fora. Mas sendo nosso amigo, parceiro e jogador, ficou balançando para quem jogaria. Até o Cabeleira ficou meio que nesse balanço.
            Após a partida nos reunimos para refrescar, conversar e petiscar uma carne assada na brasa a que também chamamos de churrasco, e que ficou sob o comando do Luis e do Celso. Fizeram bem o serviço. O som musical esteve sob a batuta do Ceará e seu baterista. A conversa e a degustação ficaram com os demais.  O Jaime, Cirilo, Preto, Io, Fernando Tena, o Azeitona e outros, estiveram prestigiando o evento. Haja formol para conservar esses caras. A turma da “Arca de Noé” da Associação Desportiva Vila das Palmeiras parabeniza a A. A. Macedo pela sua data.
            Partindo para o terceiro tempo, a velharada zarpou para o “Alçapão do Curão” e lá demos continuidade ao nosso propósito de ver o sol se por sorrateiramente e esperar a noite chegar. Que “gás” tem esse pessoal hein! Também! Peixe frito de tira-gosto, cerveja gelada a gosto, música sem desgosto e alegria no rosto. Conclusão; todo mundo com suas células cheias de endorfina. A endorfina é um neurotransmissor, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina, e é uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso. É um hormônio, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células, ela é o hormônio do prazer. Sua denominação se origina das palavras "endo" (interno) e "morfina" (analgésico).



   
            Três âncoras deixou Deus ao homem: O amor à Pátria, o amor à liberdade, o amor à verdade. Cara nos é a Pátria, a liberdade, mais cara; mas a verdade mais cara de tudo, damos a vida pela Pátria. Deixamos a Pátria pela liberdade. Mas à Pátria e a liberdade renunciamos pela verdade. Porque este é o mais santo de todos os amores. Os outros são da terra e do tempo. Este vem do céu e vai à Eternidade...

            






Diário de Bordo do Jaguar do Pantanal - 05 a 12 de abril de 2013.

Associação Desportiva Vila das Palmeiras
                                                                          1964-2012
Coluna dos Velhinhos – Edital ADVP-005/2013

   Diário de Bordo do Jaguar do Pantanal

05 a 12 de abril de 2013

            Era sexta-feira do mês de abril de 2013, precisamente no dia cinco, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos - André Franco Montoro, conhecido popularmente como Aeroporto de Cumbica, estava todo agitado. É que no saguão de embarque, na ala de vôos domésticos, estava o pessoal da Divisão de Pesca da Associação Desportiva Vila das Palmeiras, para mais uma aventura pesqueira em rios pantaneiros. Não sabíamos que havia esse departamento! Pois tem! E não tem pra ninguém. Voltando ao saguão, os nossos cabeças de algodão e os cabeças pintadas (cada tintura!) estavam que era só alegria para embarcar no pássaro de aço rumo a cidade de Cuiabá-MT. Também! Iriam ficar seis dias deslizando por sobre as águas do Rio Cuiabá e Rio Piqueri, cercado de matas e savanas, coberto por nuvens intercalando com o azul celeste. Só tinham que estar nessa alegria. Vôo completado. Aeronave em solo matogrossense, de posse de suas bagagens, entre um comentário e outro, um sorriso e um ufa! Nossos amigos saíram do Aeroporto Internacional Marechal Rondon. Esse nosso Marechal é nome de um Estado, duas cidades e uma rodovia. Será que foi um ícone no Brasil? Só foi.   
            Cuiabá, MT é conhecida com “Cidade Verde”, Capital da Amazônia Meridional. Fundada em oito de abril de 1719. Tem um clima tropical quente, mas não fica na área pantaneira.
            Há várias versões para a origem do nome "Cuiabá". Uma delas diz que o nome tem origem na palavra Bororo ikuiapá, que significa "lugar da ikuia" (ikuia: flecha-arpão flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava; : lugar). O nome designa uma localidade onde os bororos costumavam caçar e pescar com essa flecha, no córrego da Prainha, afluente da esquerda do Rio Cuiabá. Outra explicação possível é a de que Cuiabá seria uma aglutinação de kyyaverá (que em guarani significa "rio da lontra brilhante") em cuyaverá, depois cuiavá e finalmente Cuiabá. Há outras versões.
            Para segurança do grupo, como sempre quase acontece, foi enviado uma dupla de batedores que seguiram bem cedo em vôos distintos para a devida sondagem de terreno. Valha-me meu Santo Antônio do Categero. Cá pensando com meus botões, e buscando alguns dados do meu acervo, descobri que esses dois batedores estiveram em uma missão semelhante quando estivemos em Serra dos Aimorés-MG, em setembro de 2009. Nem sei por que fui comentar isso. Daquela vez não tínhamos GPS. Bem deixando de lado esse assunto, vamos dar inicio aos fatos, retratos e lagartos dessa outra aventura da turma da “Arca de Noé”.
            Pernoitamos em Cuiabá. Afinal esses “velhos guerreiros” teriam pela frente uma incrível e sacrificante jornada. Ah! Não me digam! Estou certo que sim. Mas antes, fizeram uma incursão pelas cercanias do hotel onde ficaram hospedados.  O calor era intenso. E lá foi os sedentos idosos umedecer os rins, de preferência com um chope que não encharca, pouco. Chegamos ao Presidente Bar para saciar a sede e amenizar a temperatura corpórea, afinal ninguém é de aço. Quem além da sede chegou com um apetite foi o nosso amigo Batu. A sede ele saciou, mas a fome lhe rendeu uma mini-série cujo título era; “O Frango, Saiu?”.
            Depois do devido repouso, no sábado, rumamos de ônibus até o vilarejo de Porto Cercado, ás margens do Rio Cuiabá, no município de Poconé, MT, no local de embarque. Daí os nossos valorosos, velhinhos, marinheiros e pescadores, embarcaram no “Jaguar do Pantanal”, para mais uma aventura, desta vez sobre as águas do Rio Cuiabá, em território pantaneiro. O Pantanal é o maior bioma constituído principalmente por savana estépica, alagada, com 250mil km quadrados de extensão do planeta “Terra”. Isso é fantástico! Não concordam?
            Sem onda, maromba e pitomba, o “Jaguar do Pantanal”, partiu do ancoradouro de Porto Cercado e iniciou seu curso serpenteando parte dos 980 km de extensão do Rio Cuiabá. Ele deslizava calmo e sereno, pelo espelho d’água do caudaloso rio. Uau! Sua velocidade descendo o rio era de 23 nós. (42, 5958 km/h). Subindo o rio era de 13 nós. (24, 0759). Fonte foi o Pica-Pau.
1 = 1 milha náutica/hora = 1852 metros/hora = 1, 852 quilômetros/hora.
            As bagagens dos nossos pescadores variavam muito. Grandes, pequenas, de couro, de tecido, fora as tralhas de pesca e os tubos com as varas. Mas um detalhe chamou a atenção. O pessoal estava desconfiado que em uma das malas estivessem levando rede de arrasto. Não é permitido! Máquinas fotográficas nem se fala, só não tinha quem não foi. Uns quatro não levaram as tais ferramentas para fotografar. Até o Magrão atacou de “Lambe Lambe”, e saiu fotografando com uma xereta. Mas com a pilha fraca não dá.
            Navegamos pelo Rio Cuiabá, descendo suas águas rumo até a barra do Rio Piqueri. Nela entramos e subimos contra a correnteza. Quanta água, quanto verde e que mormaço. Os peixes que se cuidem. O toque da alvorada estava por conta de cada dupla de pescador. Foi organizada uma competição e instituído um troféu para quem pescasse o maior peixe. Depois de liderar por 24 horas o torneio, pescando uma “Cachara” (Pseudoplatystoma fasciatum) com 1m e 07 cm, o Curão cedeu o primeiro lugar para o João Parras, que fisgou um da mesma espécie que media 1m e 15 cm. Festa na arquibancada, clics, flashes e parabéns. Quando o Magrão debruça na popa do convés do barco, um “Surubim-Pintado” (Pseudoplatystoma corruscans), com 1m e 47 cm, pesando 25 kg., o estádio veio abaixo. O Jaguar do Pantanal balançava. Rojões rasgavam os céus. A imprensa assediava com seus microfones e filmadoras. Que loucura!
            O Magrão e seu parceiro André já estavam sem forças para segurar o peixe e posar para as fotos. Todos que chegavam ao barco eram recepcionados pelos dois. Mandaram fechar o bar e tudo correu por conta do campeão que alardeava, sorria e brindava mais do que ninguém. E ainda falou-se que o tal peixe era do tamanho do Ramiro. Pura maldade. Com isso ouve mudança na liderança do torneio. A TV Poconé agendou uma entrevista em seus estúdios com o ganhador do “Peixe de Ouro”. A revista “Poconé-News” também queria estampar a foto da dupla na capa. Tudo vai bem, mas, eis, porém que de repente... Os estúdios da “Hanna-Barbera” descobriram que “Dick Vigarista e Muttley” estavam aprontando, e imediatamente solicitou investigação no caso. Que fiasco da dupla. Mas pelo menos trouxeram o peixe para degustarmos no alçapão do Curão. Na verdade, foi uma brincadeira que o Magrão deixou seguir, fazendo acreditar que ele é quem havia pescado o pintado. Tudo para agitar e alegrar o pessoal, e que depois confessou a trama. O João Parras, de fato e de direito levou o troféu de campeão. Parabéns de todos nós. Mas que ficou um pouco frustrado no começo ficou.
            Aconteceram fatos estranhos durante a estada destes “velhos do rio”. Até tijolo conseguiram pescar! E não foi mentira, há fotos que comprovam o acontecido. Segundo se apurou o tal pescador disse à nossa reportagem que se pescasse uma telha, montaria uma loja de materiais de construção ou construiria uma casinha à beira da “Baía da Cachara”. Fantástico! Será que ele não estava pescando em cima de algum sitio arqueológico? Ou alguma antiga olaria? Detalhe; só havia um buraco no tijolo, e o anzol se encaixou nele.
            Outro caso que gerou polemica, foi o último dia em estavam acertando as contas da caxeta. Os caras quase entraram madrugada adentro tentando resolver as contas e demoraram em chegar a um consenso. Quase foi preciso contratar um economista para contabilizar os números e fazer bater débito com crédito. Haja papel e caneta.
            Até um “Dourado” foi fisgado com anzol mosquito (para lambari) e com linha 0, 025 mm. O peixe veio tão mansinho até o seu algoz pescador, e este se espantou quando viu onde o tal anzol estava preso. Em um dente cariado do tal peixe. Conversa de pescador. Acredite se quiser. Não vimos, mas que tinha um pedicuro no barco tinha. Apareceu um bocado pescador com unha pintada. Que chique! Era só o dedão. Será que é moda? Estou fora!
            Na sexta-feira 12 de abril aportamos em “Porto Cercado”. Já era o final da viagem de barco. Seguimos do local em ônibus até a “Chapada dos Guimarães”, que dista uns 62 km de Cuiabá. Ah! A “Chapada dos Guimarães”!  O vale, as escarpas, a cachoeira, a beleza da paisagem e... Ah! Mosquito fdp. A coceira que um colega nosso adquiriu, não dava para coçar nem a quatro mãos. Que coisa hein! A Chapada dos Guimarães tem vários atrativos turísticos: 46 sítios arqueológicos; dois sítios paleontológicos; 59 nascentes; 487 cachoeiras; 3.300 km² de Parque Nacional; 2.518 km² de Área de Proteção Ambiental; duas reservas estaduais; dois parques municipais; duas estradas-parque; 157 km de paredões; 42 imóveis tombados pelo Iphan; 38 espécies endêmicas.
            Já em Cuiabá, embarcamos às 18h40min, com destino a São Paulo. Pescadores, malas, tralhas e fornalhas foram devidamente acomodadas na aeronave e Guarulhos nos aguarda. Duas horas de vôo e cá estamos nós em terra firme. Depois de pegar as bagagens e nos despedirmos, cada um tomou seu rumo e, os peixes? Que fazer? Não demora muito e conforme acertado a viatura de coleta vem até o aeroporto, pilotada pelo seu intrépido e prestimoso piloto Manézinho, chega ao local solicitado e Vapt. Vupt. A carga segue para o freezer da Castro Alves. Isso é que é eficiência. Não sabíamos que a “Turma da Arca de Noé” tem um serviço de coleta de peixes. É a “Fish & Fish” serviço personalizado e rápido no transporte de peixes.
           O nosso intrépido, explorador, navegador “Sir Charoles James Cook”, dividiu com o nosso amigo Camargo, a paciência e a responsabilidade de orientar e cuidar dos nossos velhinhos. E o estatuto do idoso, não conta?  Nossos idosos são estáveis, confortáveis e responsáveis. Estavam em boas mãos. Fizeram parte da nossa turma às seguintes pessoas; Camargo, Arno, Gerson, Magrão, Sidney, Cenedrim, Wilson, Ramiro, Curão, André, Batu, João Parras, Edgard, Flávio, Valdir, Carlinhos, Celso, Cilinho, Wagner, Edu, Tadeu e
Hugo.
            Com uma fauna de peixes bem diversificada, dá até para batizar as duplas de cada “voadeira”; Cará e Curimbatá, Dourado e Pintado, Pequira e Palmito, Jaú e Pacu, Botoado e Barbado, Cachorra e Cachara, Piraputanga e Jurupencém, Piau e Armau, Jurupoca e Matrinxã, Arraia e Piranha.
            Vocês se deram conta da beleza do nosso planeta Terra! Das belezas naturais e também das edificadas e modificadas pelo homem? Há construções que são “tombadas” e viram patrimônio da humanidade. Pois bem, o “Condephaat”, ainda irá tombar os velhinhos da Associação Desportiva Vila das Palmeiras. Não vai demorar muito.
            Não podemos deixar de agradecer a Deus, nosso Supremo Criador pela oportunidade da viagem a nós oferecida e aproveitada com paz, serenidade, harmonia e respeito ao nosso próximo e a natureza. E também a todos que estiveram no Jaguar do Pantanal nos servindo.      
            A imensidão do verde, o volume d’água, e o infinito do céu, é algo surpreendente que extasia, e nos mostra de como esse nosso planeta é muito, mas muito especial. Detalhe; você faz parte dele. Conserve-o.

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade em que elas acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. (Fernando Pessoa)
                        
 A sabedoria da natureza é tal que não produz nada de supérfluo ou inútil.
                                                                 (Nicolau Copérnico)

Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.                                     (Mahatma Gandhi)
                                                                 

Dick Vigarista e Muttley     “ A Turma da Arca de Noé no Jaguar do Pantanal”